UM TESOURO DESPROTEGIDO
Os Hebreus não aprovavam que um marido batesse em sua esposa> De acordo com o ideal judaico, a esposa era a coroa do marido, a rainha de seu lar e um tesouro a ser defendido a todo custo (Pv 12.4; 31.10-31). Apesar das Escrituras não registrarem nenhum exemplo específico de violência doméstica, sem dúvida, alguns homens consideravam as mulheres sua “propriedade” e, portanto, tratavam-nas como se fossem socialmente inferiores.
De acordo com as prescrições Levíticas, uma noiva que não podia comprovar sua virgindade (com um lençol manchado de sangue depois da primeira relação sexual), devia ser apedrejada, até a morte (Dt. 22.13-21). Uma vez que a Lei proibia o adultério (Dt. 22.22), uma esposa acusada de ter relações com outro homem era sujeita a “provas” embaraçosas (Nm. 5.16-31). Sendo determinada a culpa, a pena era a morte por apedrejamento.
No Novo Testamento, assim como s esposas são exortadas a se sujeitar à liderança do marido (Ef. 5.22), os maridos são admoestados a amar a esposa de forma incondicional e sacrifical (Ef. 5-25), como seu próprio corpo (Ef. 5.28-29). Por certo, a obediência a essa ordem não nos permite nenhuma forma de abuso!
Para mulher que foi abusada, o “Deus de toda consolação” (2Co 1.3) oferece seu amor e aceitação. Ela deve buscar no Senhor a provisão de suas necessidades mais profundas. Deve ainda, procurar a ajuda e proteção de familiares, da igreja e das autoridades civis.
Deus abençoe a todas.
Juliana Prado
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